Resenha: Poetical Fallacy


Sem pressão, espero que goste da resenha
Cê é da staff, logo, tentei ficar o mais imparcial possível, viu?
Kisses <3

DADOS DA HISTÓRIA

Nome: Poetical Fallacy
Autor: @Verlak
Status: Concluída


Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Categorias: Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Classificação: +18

Sinopse: Eren se sentia afundando num metafórico mar negro. Os sentimentos estavam entorpecidos, menos o medo. Latejava em si um pavor latente, pungente, de que numa epifania de madrugada, o moreno que chamava tão devotamente de namorado percebesse… Visse o quão insignificante Eren se sentia. Que, de repente, ele notasse que, de fato, o castanho não tinha nada a oferecer além de meias xícaras de café, reflexões complexas, piadas ruins e surtos.



RESENHA

Como de costume, vou começar resumindo. A história começa em uma noite de ano novo, no momento da virada. Somos apresentados a Eren, um jovem desanimado e cético a respeito de toda essa comemoração. Ao longo da narração, entramos na mente desse personagem, descobrindo os porquês de sua descrença e desanimação, e nos aprofundando com em sua relação com o jovem Levi. 

A fanfic é uma one-shot, então falar mais estragaria a coisa toda, certo? Certo. Bem, eu gostei muito da proposta de abordar um transtorno psicológico, e de abordar como isso afeta um individuo e fazer dessa a proposta central, não só uma citação breve e descuidada. Dito isso, eu pesquisei sobre Bordelaine e reli a história  sobre esse ponto de vista e, mais embaixo, eu vou falar só sobre isso.

O capitulo é curtinho, são 1.163 palavras, dá para ler rapidamente. A autora teve um cuidado estético, com o desenvolvimento de capa e banner para o capítulo. Sobre o banner, eu recomendaria uma troca, a parte textual é um pouco ruim de ler e tenho certeza que você tem potencial para trabalhar melhor esse aspecto. Apesar de não haver aviso de betagem, eu não vi nada de erro ou uma má escrita que atrapalhasse a leitura, por tanto, parabéns por isto.

O problema de ones, pra mim, é que os autores costumam economizar no desenvolvimento e nas palavras. E correr com tudo. Eu não vi uma correria, nem economia aqui. A fic é de fato curta sim, mas as cenas foram bem feitas e descritas, e você veio com a proposta de expor só um recorte, um único momento da virada, então, você conseguiu desenvolver bem essa breve proposta.



Sua narrativa é gostosa, me deu um ar nostálgico e foi bem imersivo, o que vai bem com a proposta. E mais que seu jeito de conduzir os acontecimentos, gostei da sua escrita em geral, ela consegui me transportar para a mente do Eren, e isso é muito importante em um plot como esse. Inclusive, quando reli, dessa vez com a música ao fundo, fiquei bem mais imersa e emotiva.


Agora, sobre o Bordeline: você abordou bem. Em nenhum momento foi dito: Oi! Eu sofro de tal distúrbio! Mas com sua narrativa e os pensamentos, fica bem claro que o personagem passa sim por alguma doença e você inseriu isso de forma bem casual, aos poucos você se dá conta do que o personagem passa, e não tem um choque. Apenas flui essa conclusão. E achei isso muito bacana, porque esses transtornos acontecem e eles devem ser tratados como parte do personagem, de modo contínuo e não uma só crise e pronto, acabou. Como eu disse, eu pesquisei e achei que você acertou o tom, sobre descrever bem e não romantizar ou distorcer a doença. Confesso que, ao ler sem conhecimento do que o personagem possuia, eu presumi que o personagem tinha apenas depressão, que de fato está dentro do quadro de Bordeline.

Ao ir em uma página especializada, eu encontrei a seguinte definição:

Síndrome de Borderline ou transtorno de personalidade borderline é um transtorno mental grave caracterizado por um padrão de instabilidade contínua no humor, no comportamento, auto-imagem e funcionamento

Então, se me permite uma dica, acho que faltou um real momento de instabilidade, foi tudo muito suave - essa mudança do momento angustiante para a leveza e estabilidade, e a unica menção é na narração que fala que às vezes ele tem surtos... então, para caracterizar mais essa síndrome, talvez fosse interessante ele relembrar de algum momento, ou fazer alguma comparação do agora com um surto passado, ou até mesmo uma fala tentando justificar como ele se sente.

E isso tudo foi a Purple técnica. Vamos as minhas considerações pessoais?

Eu nem sei que shipp é esse, mas não importa. A história é tão singela e boa de ler, que não faz mesmo diferença. Eu acho muito difícil achar histórias que tem um tom realista sobre transtornos, então essa leitura foi uma boa surpresa. Você não estava tentando chocar ou usar esse conteúdo porque está em alta falar sobre saúde mental. Você usou como parte da história, tentou se manter fiel - e conseguiu, transcrevendo bem os sentimentos e tocando quem lê.

Eu disse acima que, tecnicamente, seu enredo é bom e bem desenvolvido, por ser só um recorte, mas como leitora, eu queria mais. Não mais sobre depois dessa noite, mas sobre antes. Em um pouco mais de 1000 palavras, você me despertou o desejo de saber mais sobre esses 2 indivíduos e como eles se encontraram e decidiram se manter juntos. Ou seja, se decidir escrever mais, por favor me avisa! Tenho certeza que sua sutileza desenvolveria muito que bem esse casal.

Para finalizar, levando em conta tudo que foi dito, fica meio obvio que eu super recomendo a leitura, e deixo minha avaliação final:

4 ESTRELAS
EM UM TOTAL DE 5 ESTRELAS






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